sábado, 14 de janeiro de 2012

Fotografias que fizeram história.

Olá pessoal, após se passar quase uma semana do dia do fotógrafo (que foi dia 08 de janeiro) , eu ficaria em dívida se não postasse algo relacionado a fotografia que é minha profissão e algo tão importante na história da história. 
A palavra fotografia tem origem grega e significa escrita da luz.  A primeira fotografia reconhecida se data em  1826 e é atribuída ao francês Joseph Nicéphore Niépce porém existe vestígios de tal antecedente a essa data mas não vou falar da história dela e sim de algumas que fizeram história.


A famosa foto de Che Guevara, conhecida como "Guerrilheiro Heróico", foi tirada por Alberto Korda em 5 de março de 1960 quando Guevara tinha 31 anos,  num enterro de vítimas de uma explosão mas somente foi publicada sete anos depois.

Foi  denominada "a mais famosa fotografia e maior ícone gráfico do mundo do século XX". É, sem sombra de dúvidas, a imagem mais reproduzida de toda a história expressando  um símbolo universal de rebeldia.








A famosa foto dos Beatles na capa do disco Abbey Road completou  40 anos.  A foto da capa do álbum foi tirada do lado de fora dos estúdios Abbey Road em 8 de agosto de 1969, por Iain Macmillan. A sessão de fotos durou dez minutos e foram feitos seis fotogramas. A versão da capa foi escolhida por ser a única com todas as pernas sincronizadas. Há várias histórias legais sobre a foto de Iain Macmillan, mas as melhores são as que afirmam que ela contém supostas provas de que Paul McCartney estaria morto na época, e aquele na imagem era apenas um sósia. O local se tornou ponto turístico na Abbey Road, rua de um bairro residencial afastado de Londres. 


 A famosa foto de Albert Einstein mostrando a língua é sem dúvida um ícone e todos acreditam que seja sua foto mais "simpática", uma visão cômica do gênio, brincando com o fotógrafo. Mas bem distante da realidade, esta foto foi feita em 14 de março de 1951 pelo fotógrafo Arthur Sasse, que foi o único que captou o momento, apesar de que Einstein estivesse rodeado de vários fotógrafos e  foi exatamente a presença de todos estes jornalistas que causou a careta do físico. Ele acabara de ser homenageado por seu aniversário de 72 anos e já estava chateado com tanta gente em sua volta. Diante da perseguição dos fotógrafos e repórteres que pediam que fizesse uma pose, tomou uma atitude com a intenção de estragar as fotos.


 

Um marinheiro norte-americano, assim que soube que a Segunda Guerra Mundial tinha terminado, agarrou-se a uma enfermeira que passava pelo local e beijou-a. O momento foi imortalizado pelo fotógrafo Alfred Eisenstaedt e assim nasceu uma das fotografias mais famosas de celebração pós-guerra.
O marinheiro imortalizado na famosa fotografia  em que aparece beijando a enfermeira Edith Shain, em Times Square, ganhou identidade a pouco tempo pois dez homens diziam ser o marinheiro da foto tirada no dia 15 de agosto de 1945 mas segundo investigações, o homem  por trás do mistério é Glenn McDuffie que permaneceu sem identidade por mais de seis décadas.


 Bliss - (Alegria)...Galera, não é montagem e sim uma fotografia! O fotógrafo americano Charles O'Rear garantiu isso, trata-se de uma paisagem em Napa Valley, na Califórnia, nos Estados Unidos. Charles conta que depois de passar mais de 25 anos viajando a serviço da revista National Geografic e tirando milhares de fotos em diversos cantos do mundo, a imagem que mais lhe rendeu fama e dinheiro foi justamente essa que ele tirou, sem muita pretensão, em uma das várias vezes que passou em frente a um campo de grama verdinha  no caminho que ia da sua casa a da namorada.
“Eu sempre dirigi esse mesmo caminho entre São Francisco e Napa Valley, 2 vezes por semana em 2002 ou 2003, mas só resolvi bater a foto em janeiro, quando a grama fica mais verde e brilhante”disse o Sr. O’Rear ao jornal Daily Mail em novembro de 2011.
Com milhões de cópias do Windows vendidas a fotografia se tornou a imagem com os direitos autorais mais caros da história. Por uma questão contratual, o valor não foi revelado, mas segundo o fotógrafo, o tanto de grana que a Microsoft lhe pagou pelo copyright só perde para uma outra imagem que mostra o ex presidente Bill Clinton abraçando sua secretária Monica Lewinsky.

Protesto silencioso - 11 de junho de 1963, Thich Quang Duc, um monge budista do Vietnã,  durante uma manifestação na cidade de Saigon, contra a política religiosa, ateou fogo em seu próprio corpo, enquanto queimava ele não mexeu um músculo sequer.
Durante o suicídio o monge foi fotografado por Malcolm Browne que ganhou os prêmios Pulitzer e Foto do Ano da World Press Photo.
Mesmo tendo sido queimado e posteriomente re-cremado, seu coração permaneceu intacto aumentando o impacto de sua morte mundialmente e tornando-se um verdadeiro mártir.
A imagem foi capa de um disco da banda americana Rage Against the Machine.

The Falling Man - Richard Drew foi o autor da fotografia The Falling Man durante os atentados contra as torres gêmeas. Na imagem pode-se ver um homem atirando-se de uma das torres. A publicação do documento pouco depois dos atentados irritou a certos setores da opinião pública norte-americana.
Em 11 de setembro de 2001, Richard Drew estava acompanhando um desfile de moda quando recebeu uma ligação avisando sobre os ataques. Ele então correu para o local e se posicionou ao lado de uma fila de ambulâncias. De repente, ele encontra, uma paramédica olhando para cima que chamou a atenção de todos ao gritar que pessoas caiam da torre. "Eu me coloquei no piloto automático e comecei a tirar fotos de pessoas que caiam do edifício ao vazio", disse Drew.


A menina do Vietnã - em 8 de junho de 1972, um avião norte-americano bombardeou a população de Trang Bang com napalm (uma arma química que faz com que o corpo queime e a pele derreta por conta disso).  Ali encontrava-se Kim Phuc e sua família. Com sua roupa em chamas, a menina de nove anos corria em meio ao povo desesperado e no momento, que suas roupas tinham sido consumidas, o fotógrafo Nic Ut registou a famosa imagem.
Depois, Nic levou-a para um hospital onde ela permaneceu por durante 14 meses sendo submetida a 17 operações de enxerto de pele.
Essa fotografia estampa a profundidade do sofrimento, a desesperança, a dor humana na guerra, especialmente para as crianças.
Hoje em dia Kim Phuc está casada, com 2 filhos e reside no Canadá onde preside a "Fundação Kim Phuc", dedicada a ajudar as crianças vítimas da guerra e é embaixadora da UNESCO.


Charles C. Ebbets era um fotógrafo dos anos 30 que tirou fotografias históricas e espetaculares, mas arrepiantes, pelo fato da altura em que foram tiradas e da falta de segurança a que os trabalhadores estavam expostos.
A  fotografia foi uma das mais vendidas no mundo. Foi tirada em Nova York, no 69.º andar do edificio GE do Rockefeller Center, em 29 de Setembro de 1932 e publicada no New York Herald Tribune no suplemento dominical de 2 de outubro e denunciava as precárias condições de segurança no trabalho dos operários da construção civil daqueles primeiros arranha-céus.


A agonia de Omayra - em 1985, o vulcão Nevado del Ruiz arrasou com o povoado de Armero, causando grandes estragos. Muitos dos moradores perderam suas moradias e outros mais, a vida.
O desastre foi tão grande que atraiu a atenção de milhares de jornalistas entre os quais se encontrava o fotógrafo Frank Fournier, que se tornou famoso naquele ano de 1985 por receber o prêmio World Press Photo, com uma imagem que deu a volta ao mundo e que se converteria em uma das fotografias mais comoventes da história marcando o início do que hoje chamamos “globalização“, pois a agonia foi acompanhada em tempo real pelas câmaras de televisão de todo o mundo.
Quando Frank  pisou o território colombiano, dirigiu-se ao povoado de Armero, onde um camponês comentou sobre uma garota que precisava de ajuda. Sem pensar duas vezes, pediu ao homem em questão que o levasse aonde se encontrava a menina.
“Quando cheguei ao local ela estava quase sozinha, algumas poucas pessoas rodeavam-na, mas no entanto os bombeiros ajudavam outra pessoa um pouco mais distante dali”, comentou Fournier
 “Estava dentro de um grande poço, presa da cintura para abaixo por concreto e outros escombros de casas que foram destruídas. Já aguentava três dias nessa situação, estava dolorida e muito confusa”.
Esta menina de nome Omayra Sánchez de treze anos manteve-se com vida durante 60 horas, lutando incansavelmente para salvar sua vida.
Durante os três dias que permaneceu viva, vários bombeiros tentaram lhe salvar a vida; no entanto a tarefa era muito complicada, pois se tentassem tirá-la pela força podia perder as pernas e no pior dos casos destroçar toda a coluna.
Omayra resistiu o quanto pode, aguentou firme, até sua morte. Sua agonia, foi passada na TV em tempo real, o tempo todo. Até chegar a um ponto em que a conformidade tomou conta. O fotografo relata: “Quando eu tirei as fotos eu me senti completamente impotente na frente dessa menininha, que estava enfrentando a morte com coragem e dignidade. Ela podia sentir que a vida dela estava indo embora.”


Execução em Saigon - "O coronel assassinou o preso; mas e eu... assassinei o coronel com minha câmara?" palavras de Eddie Adams, fotógrafo de guerra, autor desta foto que mostra o assassinato, em 1 de fevereiro de 1968, por parte do chefe de polícia de Saigon, a sangue frio, de um guerrilheiro do Vietcong.
Adams, correspondente em 13 guerras, obteve por esta fotografia um prêmio Pulitzer; mas ficou tão emocionalmente tocado com ela que converteu-se em fotógrafo paisagístico.


Bandeira no Reichstag - esse famoso registro do momento em que os soviéticos tomaram o mais importante prédio da Alemanha, o Reichstag, durante a famosa batalha de Berlim, foi tirada pelo fotógrafo Yevgeny Khaldei. A identidade dos homens na fotografia é controversa, já que imagina-se que a foto não seja exatamente do momento de tomada do prédio, mas uma encenação depois que o edifício já estava pacificado e em poder dos soviéticos.
Essa também é uma das mais famosas imagens antigas a passar por uma espécie de Photoshop. O fotógrafo fez algumas  alterações manualmente na imagem: a primeira foi a adição artificial de neblina no fundo, para tornar o clima mais dramático, a outra modificação foi um pedido do governo soviético.  Perceba que o rapaz que ajuda a erguer a bandeira parece ter dois relógios,  na realidade, ele tinha um relógio em um pulso e um compasso no outro, utensílio típico do Exército Vermelho. O governo, contudo, temeu que pudesse parecer que ele estivesse carregando dois relógios   e, portanto, as pessoas concluíssem que ele roubou ou saqueou um deles  e Khaldei teve que apagar o da mão direita.

A menina Afegã - a imagem de junho de 1984, que registra a jovem refugiada afegã Sharbat Gula, na época com 12 anos, ficou conhecida mundialmente como A Garota Afegã  ou, numa clara alusão à fama mundial que o retrato conquistou, A Monalisa Afegã.
Gula era aluna de uma escola clandestina, em um campo de refugiados no Paquistão, na época da ocupação soviética do Afeganistão. O conflito em sua terra natal havia a deixado órfã  e junto de sua avó e seus irmãos Gula teve que fugir a pé, pelas montanhas, para o país vizinho.
A forma com que  lançou seu olhar quase hipnótico diretamente em direção à câmera cativou o público do mundo todo. Curiosamente, a verdadeira identidade de um dos rostos mais reconhecidos do mundo só foi conhecida 17 anos depois, quando, após inúmeros esforços, o fotógrafo Steve McCurry,  encontrou a retratada.
Sharbat foi reconhecida com 100% de precisão graças a uma moderna técnica de identificação pelo padrão da íris, que, assim como a impressão digital, é único em cada ser humano. A afegã, então com 30 anos, viu pela primeira vez seu famoso retrato, e foi fotografada para a capa da National Geographic novamente.

O homem do tanque de Tiananmen - o rebelde desconhecido, também conhecido como " O Homem dos Tanques", é como ficou conhecido o misterioso homem que ganhou fama em todo o mundo como figura heróica após ser filmado e fotografado durante os protestos na Praça da Paz Celestial em Pequim, em 5 de junho de 1989. Várias fotografias foram tiradas do homem, que ficou em pé em frente a uma coluna de tanques chineses Type 59, forçando-os a parar.
Quase nada se sabe a respeito da identidade do homem. Pouco depois do incidente, o tablóide britânico Sunday Express afirmou ser "Wang Weilin",um estudante de 19 anos que foi posteriormente preso por "agitação política" e "tentativa de subversão de membros do Exército"; entretanto, a veracidade desta afirmação é questionável. Numerosos rumores se espalharam acerca da identidade do homem e de suas intenções, mas nenhuma delas pôde ser definitivamente provada.
A foto foi tirada por Jeff Widener, e na mesma noite foi capa de centenas de jornais, noticiários e revistas de todo mundo.
Existem várias histórias conflitantes sobre o que aconteceu com o homem. Num discurso do President's Club em 1999, Bruce Herschensohn, ex-assistente do presidente Richard Nixon, afirmou que o homem foi executado 14 dias depois; outras fontes dizem que ele foi morto pelo pelotão de fuzilamento poucos meses depois dos protestos de Tiananmen.  Apple Daily de Hong Kong afirmou que há rumores de que o homem está vivo e residindo em Taiwan.

Espreitando a morte - em março de 1993, Carter fez uma viagem para o sul do Sudão. O som de choramingar macio perto da vila de Ayod atraiu Carter a uma criança sudanesa. A menina havia parado para descansar ao esforçar-se para chegar a um centro de alimentação, onde um abutre tinha aterrado próximo. Ele disse que esperou aproximadamente 20 minutos, esperando que o abutre abrisse suas asas. Não o fez. Carter tirou a fotografia e perseguiu o abutre para afastá-lo. Entretanto foi criticado por somente estar fotografando e não ajudando a pequena menina.
Kevin Carter  foi um premiado fotojornalista e membro do "Clube do Bangue-Bangue"(clube de fotógrafos).
A foto foi vendida ao The New York Times onde apareceu pela primeira vez em 26 de março de 1993. Praticamente durante a noite toda centenas de pessoas contactaram o jornal para perguntar se a criança tinha sobrevivido, levando o jornal a criar uma nota especial dizendo que a menina tinha força suficiente para fugir do abutre, mas que o seu destino final era desconhecido.
Em 2 de abril de 1994 Nancy Buirski, um editor estrangeiro de fotografias do New York Times, telefonou para Carter para informar que ele tinha ganho o mais cobiçado prémio de fotografia. Carter foi premiado com o Prémio Pulitzer por Recurso Fotográfico em 23 de maio de 1994 na Universidade de Colúmbia em Nova Iorque.
Alguns jornalistas questionam a autenticidade da foto, sugerindo que esta fora encenada. Outros colocam em causa a ética do fotógrafo: "Um homem ajustando as lentes até conseguir o quadro perfeito do sofrimento da menina bem pode ser visto como um predador, outro abutre em cena", escreve o St.Petersburg Florida Times.
Em 27 de julho 1994 (1 ano e 4 meses depois de ter de ter fotografado o acontecimento), Carter , levou seu carro até um local da sua infância e suicidou-se utilizando uma mangueira para levar a fumaça do escape para dentro de seu carro. Ele morreu envenenado por monóxido de carbono aos 33 anos de idade. Partes da nota de suicídio de Carter dizia:
"Estou deprimido… Sem telefone… Sem dinheiro para o aluguel.. Sem dinheiro para ajudar as crianças… Sem dinheiro para as dívidas… Dinheiro!!!… Sou perseguido pela viva lembrança de assassinatos, cadáveres, raiva e dor… Pelas crianças feridas ou famintas… Pelos homens malucos com o dedo no gatilho, muitas vezes policiais, carrascos… Se eu tiver sorte, vou me juntar ao Ken…" (Carter faz referencia ao melhor amigo e também fotógrafo, Ken Oosterbroek  que pouco tempo antes tinha sido morto durante uma batalha na cidade-dormitório de Thokoza, em 1994).

 A fotografia não muda o mundo, muda as pessoas que conseguem ver além de uma imagem. Conta uma história, denuncia uma realidade, grita para o mundo, causa um sentimento. Não existe a melhor, nem a pior, existe aquela que congela não só o momento. Termino esse post com 3 frases, de 2 grandes fotógrafos que fazem parte do que eu acredito ser fotografia.
“Você não fotografa com sua máquina. Você fotografa com toda sua cultura.”  - Sebastião Salgado (foto-jornalista brasileiro)
“Fotografar é colocar na mesma mira a cabeça,o olho e o coração.”  -  Henri Cartier Bresson (pai da fotografia jornalística)
“Minhas fotografias são um vetor entre o que acontece no mundo e as pessoas que não têm como presenciar o que acontece. Espero que a pessoa que entrar numa exposição minha não saia a mesma.”  -  Sebastião Salgado
"e o que vai ficar na fotografia, são os laços invisíveis que havia..." Leoni
Mantenha o foco e até a próxima!

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Barbie: Escola de Princesas!


Nada melhor do que  começar o ano falando de um ícone cultural sinônimo de beleza, elegância e ingenuidade, Barbara Millicent Robert, a boneca Barbie.
Indo mais a fundo na sua história percebi que a Barbie nunca foi muito ingênua, a começar pela sua criação.
A Barbie foi criada por Ruth Handler e seu marido Elliot Handler em 1959, que via sua filha Bárbara (dai o nome Barbie) brincar com bonecas bebês quando criança, mesmo depois de adolescente a garota ainda brincava com suas bonecas. Após uma viagem que a família fez à Suiça em 1956, conheceram a boneca alemã Lilli.
Boneca Lilli



Lilli, era uma boneca feita de plástico, adulta, magra e de lisos cabelos loiros porém era vendida em tabacarias, destinada a homens atraídos por suas características eróticas.
A boneca Lilli era fruto de um personagem de quadrinhos do jornal alemão Bild, onde era retratada em trajes justos, decotados ou apenas de lingerie e suas histórias frequentemente  tratavam sobre relacionamentos com homens endinheirados.
Ruth, levou um exemplar de Lilli, para sua fábrica de brinquedos nos EUA, chamada Mattel, lá se deu o processo de "desvulgarização" da boneca, transformando-a em algo consumível por crianças.
Finalmente em 1959, na Feira Anual de Brinquedos de Nova Iorque foi lançada a boneca Barbie porém a sociedade norte-americana ainda achava a boneca um brinquedo vulgar, esse problema foi resolvido depois que a publicidade revolucionária da Mattel entrou em cena.

Primeiro exemplar da boneca Barbie

O forte trabalho de marketing do casal Handler deu certo. Pouco tempo após seu lançamento, Barbie já era líder em vendas, posto que mantém até os dias de hoje.


Curiosidades:

* A Mattel pagou  pelos direitos de "clonagem" por ter copiado a boneca alemã Lilli.
* O primeiro exemplar da boneca Barbie foi  vendido a 3 dólares, nesse primeiro lote, tiveram 340.000 bonecas.
* Em 1961, a boneca ganhou o namorado Ken (nome baseado no outro filho do casal , Kenneth).
Cindy Jackson

* A Barbie também foi imitada, não por uma boneca, mas por uma mulher que fez mais de 100 cirurgias plásticas para ser considerada a Barbie humana.
 

* Em 1980, teve início a coleção étnica, com modelos vestidas de roupas típicas de vários países, como México, Chile, Jamaica, Brasil, Inglaterra, Holanda, França, Itália, Japão e Nigéria.
Essa é a Barbie Amazônia, brasileiríssima!
* A partir dos anos 90, foi criada uma coleção de alta costura, inspirada em grandes costureiros, como Givenchy, Christian Dior, Coco Chanel, Donna Karan, Giorgio Armani, John Galliano, entre muitos outros.

Armani

Chanel
* Versões românticas e clássicas do cinema, teatro e televisão também vestiram a Barbie e Ken.
Barbie da Marilyn Monroe
Barbie da Dorothy do Mágico de Oz
Barbie Rainha Elizabeth
Barbie Maria Antonieta
Ken Elvis e sua esposa Priscila
Barbie Cleopatra  (Essa eu queria muito!!!)

 * Atualmente a Barbie tem 6 irmãos: Skipper(1964), Tutti(1966), Todd(1966), Stacie(1992), Kelly(1995) e Krissy(1999).
* A Barbie mais cara do mundo foi lançada em setembro de 2008 durante o lançamento do DVD Barbie e o Castelo de Diamantes. No valor de US$ 94,8 mil, trazia uma tiara, sandálias, brincos, colar, pulseira e anel adornados com diamantes.
* A cada segundo, duas bonecas Barbie são vendidas em algum lugar do mundo.
* Ela é fabricada na China e vendida em mais de 150 países.
* Se fosse uma mulher de verdade, Barbie exibiria as sequintes medidas:
1,70m de altura
99 cm de busto
46 cm de cintura
84 cm de quadril
* A Barbie foi a primeira boneca a se maquiada e receber acessórios. Em 1968, apareceu uma versão remodelada, com olhos azuis e cílios longos, duas características que viriam a ser suas marcas registradas.
* A primeira amiga de Barbie chegou em 1969. Era Christie, a primeira boneca negra lançada no mercado norte-americano. Logo depois, veio Stacy. Em 1996, ela ganhou uma amiga paraplégica, Becky, que vinha com uma cadeira de rodas.

Becky
Christie



















* A Barbie mais vendida de todos os tempos foi a de 1992, Totally Hair Barbie, com o cabelo comprido até os pés.
 
* Uma edição especial foi lançada em comemoração ao seu aniversário de 40 anos.
* Em 50 anos, ela já teve mais de 100 profissões, todas retratando aspectos da cultura e da sociedade de suas épocas. Exemplo: Barbie astronauta(1965); Barbie médica cirurgiã(1973); Barbie presidente dos EUA(1992); Barbie fotógrafa(2008)(que eu procuro ate hoje!!! heheh)
* Barbie é uma das 100 marcas mais importantes no mundo.
* Em 1997, o grupo noruguês Aqua ficou famoso com a música Barbie Girl, que fazia referências pejorativas e sexuais à boneca. A Mattel processou o grupo, mas o caso não foi aceito pela corte americana. A empresa recorreu e perdeu novamente na Suprema Corte Norte Americana.
* No Brasil, em 2004, foi realizada a 1ª Convenção Brasileira de Colecionadores de Barbie, o primeiro evento do gênero da América Latina reunindo mais de 200 pessoas de diversos estados brasileiros.
* Carlos Keffer é o maior colecionador brasileiro. Seu acervo pessoal conta com mais de 450 bonecas.
Carlos Keffer
 * O maior acervo pessoal da boneca de que se tem notícia foi o acumulado durante mais de 40 anos pelo designer holandês Letje Raebel desde 1960 até 2002. As mais de 4 mil Barbies da coleção foram leiloadas em 2006 pela empresa Christie's, arrecadando mais de 100 mil libras.
* A edição comemorativa ao aniversário de 50 anos. Com um vestido longo de cor dourada com detalhes em brilho, a nova boneca aparece levemente bronzeada e com cabelos na cor de mel. A Barbie 50th Anniversary Collector tem edição limitada.
 * A estudante de nutrição de 21 anos, moradora de Nova Petrópolis, Nádia Jaqueline Blauth, foi escolhida para dar vida a Barbie, em comemoração aos 50 anos.
Nádia Jaqueline Blauth
Bom galera, chego ao final dessa pesquisa sobre a Barbie com mais carinho por essa boneca que com certeza já fez milhares de fãs. Algumas noites atrás estava de bobeira na internet e comecei a ler sobre o museu desta boneca que ainda hoje me faz parar em lojas infantis para ver o que foi lançado e não poderia deixar de compartilhar com vocês. Espero que tenham gostado!
Mantenha o foco e até a próxima!